Que horas eles voltam?

Certa vez o pai de um amigo desapareceu no mar. Anos de experiência, uma vida dedicada à profissão de guerreiro do mar. Ele estava acostumado a estar mais no oceano do que na terra, mesmo assim, não dava notícias a dias.

No topo mais alto da Taíba, de onde turistas registravam suas passagens, podíamos ver a linha que simbolicamente separa o céu da água. A partir dali, como na época do descobrimento, o que surgisse no horizonte seria identificado.

Os pescadores da Taíba, desde os que descansam à beira-mar, aos que tecem redes enquanto contam histórias, até estes que carregam a profissão como marca de vida, têm inúmeras aventuras para contar.

O maior medo do pescador que vai para o meio do mar, não está no profundo das águas. Ele vem do céu e, muitas vezes, pega em cheio suas embarcações que são derrubadas e os obrigam a lutar com aquele que lhe traz sustento para se manter vivo, respirando.

Quando pude conversar com um desses homens que carregam história como quem lança rede no mar, fui cercada de grande sabedoria. Existem inúmeras lendas sobre homens e tubarões, mas dali saí entendendo que tempestades são maiores quando se está no meio do mar, com apenas o barco e sua fé.

A fé, aliás, é um grande combustível dos pescadores e familiares. Ela sustenta quem ficou em terra na esperança de rever aquele que se lançou em busca de sobrevivência. E, quando a fé parece fraquejar, o mar devolve, são e salvo, mais um bravo valente do mar. Voltam ele, a embarcação e algumas histórias para contar.

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